terça-feira, 10 de dezembro de 2013

140 anos

Volteeeeiiiii!!!!
Não para a Índia, mas para o blog...
Pois é, depois de quase 4 anos abandonado, resolvei fazer esse blog voltar a ativa. Mas não para escrever sobre minhas aventuras na Índia, mas sim, minhas aventuras da vida. E podem ser de qualquer lugar! Afinal, minha vida de cacheira viajante, de vez em quando, ainda aparece por aí...

Semana passada estive num curso de empreendedorismo e, com o objetivo de todos se conhecerem, cada pessoa se apresentou para os demais respondendo perguntas como "O que eu faço?", "Qual a minha formação?" A última e mais capiciosa das perguntas era "Qual é o seu sonho?", e não me surpreendeu ver que, mesmo as pessoas que responderam "Meu sonho é salvar o mundo", todas tinham, em seu mais íntimo ser, o  desejo de ganhar dinheiro e serem muito ricas.

Contudo, meu sonho, apesar de estranho, diferente e surpreendedor para os espectadores do momento, não foi o de ganhar dinheiro, ser milionária, ter tudo o que a verdinha puder comprar. Foi 'simplesmente' o de viver 140 anos...

Mas esse sonho, essa determinação pessoal, não veio ao acaso... não veio assim, de repente, como um desejo impensado. Na verdade, tenho pensado nisso por muito tempo...

Sempre fui uma pessoa ambiciosa, e analisando agora, vejo que isso surgiu desde a minha infância. Quando eu era criança, não sonhava em ter uma Barbie ou um brinquedo específico (apesar de ser contida nas cartas para o papai Noel), mas sonhava em ter uma mansão contendo todos os brinquedos do mundo que uma criança pudesse ter.

Depois cresci.  Mas não deixei de sonhar alto, apenas mudei meu foco para algo mais 'palpável' (se é que posso assim dizer). Como diria o professor Luiz, pivotei meus objetivos, rs.

Voltando à questão dos 140 anos...

Pensar em ambição geralmente leva ao pensamento no dinheiro. E para que quero ter muito dinheiro? Para comprar algo em específico? Para comprar o que vier na telha? Para viajar o mundo? Para mostrar para todos que posso ter o que eu quiser?

E será que isso resolveria o meu âmago? Será que, quando eu tiver todo esse dinheiro vou finalmente encontrar minha paz espiritual, a minha felicidade?

Bom, eu sempre sonhava em ter muito dinheiro para poder comprar coisas que, num determinado momento eu almejava, ou para viajar a lugares que eu gostaria de conhecer. Mas fui percebendo que, ao longo de minha ainda tão curta vida, eu conseguia realizar meus pequenos sonhos sem precisar ser tão rica assim. Já conheci 11 países (fora o Brasil) sem nunca ter um valor acima de cinco dígitos em minha conta bancária. Tenho casa para morar, carro para dirigir, computador, celular, roupas e todos os outros mequetrefes que a vida feminina e a sociedade democrática e ocidental nos impõe para sermos felizes.

Então, o que me falta para aquietar esse meu coração tão ambicioso por "quero mais"...?

A resposta é simples... falta-me tempo.

Dinheiro é uma coisa que, se eu perco hoje, posso conseguir mais amanhã. Basta eu batalhar para isso. O mesmo vale para qualquer bem material. Hoje em dia até doença a gente consegue reverter (na maioria das vezes). E quantas pessoas não passam anos doentes, mas ativas, lúcidas. Mas o tempo que passa já passou, não volta. Não há dinheiro nem saúde que o compre. Não quero chegar aos 70 anos e achar que a morte possa estar a cada esquina me esperando. Quero chegar aos 70 anos e dizer: "Legal, ainda tenho mais 70 pela frente!"

Com mais tempo consigo ter mais dinheiro, consigo ter mais tempo para gastar esse dinheiro, consigo ter mais conhecimento para curar/tratar doenças, mais conhecimento para aproveitar a vida, para viver o mundo. Isso só o tempo pode me dar...

E com o tempo, terei até tempo para descobrir se é isso mesmo que me fará sentir realizada e feliz. Vai que lá na frente eu descubro que não é, e vejo que não terei tempo para repensar meus planos?!

É por isso que eu quero tempo... nada mais... só isso...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Fotos da caminhada


O começo


Na estrada

Atravessando o rio


Aproveitamos para andar na pista de terra paralela à rodovia


Depois do almoço...

O sol começa a se pôr


Está ecurecendo...


Parada para uma sopinha



3:00h da manhã: um frio da p...!


Sol nascendo no horizonte


Estamos quase lá!


Saindo da rodovia e pegando a estrada coberta por eucaliptos


No meio do nada...


Estrada de terra entre as fazendas


Chegamos!